sábado, 19 de novembro de 2011

A Éica na Publicidade

Nas últimas semanas, nós, alunos da 2ª etapa de Publicidade e Propaganda da UNAERP, tivemos que fazer um trabalho extenso sobre a Ética como avaliação final da nossa matéria de Filosofia. A ética na Publicidade é um assunto um pouco controverso. Até que ponto se pode chegar para atrair o consumidor? É permitido desafiar os paradigmas da sociedade?

A propaganda é na maioria das vezes ostensiva. A intenção é sempre atingir o consumidor de maneira que ele vá consumir o mais rápido possível, e às vezes acabam reforçando preconceitos e passando dos limites. Podemos pegar como exemplo recente a propaganda da cerveja Devassa, que tem como estrela a socialte internacional Paris Hilton.


Essa propaganda foi proibida pelo CONAR, o órgão que regulamenta as propagandas no Brasil, por seu teor extremamente sexual, e por outras 3 denúncias de grupos defensores dos direitos das mulheres, de uma empresa concorrente e do próprio CONAR. No final, a Schincariol foi obrigada a fazer uma propaganda na qual Paris mal aparece e que encoraja ao consumidor a procurar a propaganda verdadeira na internet.


A decisão do CONAR foi muito criticada, mas a Schincariol não teve um grande prejuízo. Toda a exposição na mídia desse processo só fez a marca ficar mais famosa e chamar mais a atenção do público. Se os concorrentes acharam que estariam prejudicando-os com a denúncia ao CONAR, se enganaram.


Mas nem todas as propagandas fazem o uso de estereótipos. A Coca-Cola, líder imbatível de mercado, fez em 2009 uma propaganda muitíssimo bem feita e elogiada. Ela é divertida, respeitosa, o que é o melhor jeito de ganhar o coração (embora a marca já tenha a maioria dos corações ganhos) dos consumidores. Desde roteiro até execução gráfica, até sua hora de estreia (o intervalo do Fantástico), tudo foi feito de maneira impecável.


“O convite da marca se refere à capacidade que cada um de nós tem de encontrar motivos para ser feliz, independente do contexto. Poucos povos no mundo fazem isso melhor do que os brasileiros, assim como poucas marcas no mundo podem falar de felicidade com tanta propriedade como Coca-Cola”, comenta Ricardo Fort, o diretor de Marketing da filial brasileira da Coca-Cola. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário